5 Riscos da Inteligência Artificial em Recursos Humanos: Porque Algo de Errado Não Está Certo

Inteligência artificial em recursos humanos e automatização do recrutamento são expressões que se tornaram tendência. Mas será que estamos a usá-las da forma certa?
Se até o Google, o motor de pesquisa mais usado no mundo, percebeu que a maioria das pessoas não dominava a pesquisa boleana e decidiu simplificar o seu sistema, porque é que agora se espera que todos os candidatos, recrutadores e empresas saibam usar inteligência artificial em recrutamento de forma eficiente?
E é aqui que surgem os grandes riscos. Existem pelo menos cinco pontos críticos que mostram porque a pressa em automatizar pode sair cara: a complexidade que exclui pessoas, a promessa de eficiência sem qualidade, os custos ocultos das más escolhas, a rejeição crescente ao artificial e a contradição das próprias empresas.
O que o Google nos ensinou sobre simplificação
Durante anos, era necessário saber usar comandos como AND, OR ou aspas para fazer pesquisas mais precisas. Mas a verdade é que a maioria dos utilizadores não dominava estas técnicas.
O próprio Google evoluiu, criando algoritmos que interpretam automaticamente intenções e sinónimos.
Se a barreira já foi grande na pesquisa de informação online, imagine-se no caso da inteligência artificial em recursos humanos, com impacto direto na vida das pessoas.
A promessa da eficiência sem qualidade garantida
A inteligência artificial em RH traz ganhos de velocidade: triagem de currículos em segundos, respostas automáticas a candidatos e análise de dados em larga escala.
Mas eficiência não é sinónimo de qualidade.
Um currículo é mais do que palavras-chave, e uma carreira é mais do que datas e cargos. Ao confiarmos em excesso na automatização de processos de RH, corremos o risco de eliminar candidatos qualificados apenas porque não escreveram a palavra certa. É precisamente aqui que a inteligência artificial em recursos humanos mostra as suas maiores limitações.
O custo oculto das más escolhas
Muitas empresas investem em sistemas avançados pela promessa de resultados extraordinários. Mas a médio e longo prazo, a realidade é outra.
Contratações falhadas obrigam a pagar duas vezes: no recrutamento inicial e na recontratação. Resultados aquém das expectativas aumentam os custos de retenção. E como os serviços especializados vão sendo substituídos por algoritmos, os poucos profissionais que permanecem no mercado acabam por cobrar muito mais caro.
A suposta poupança transforma-se num investimento mais caro e menos eficaz.
O público rejeita o artificial
Basta olhar para as redes sociais para perceber o que funciona. Os posts mais virais no Instagram ou TikTok não são as produções cheias de efeitos, mas sim os conteúdos simples, naturais e humanos.
O mesmo risco existe na inteligência artificial em recursos humanos: ao exagerar na automação, criamos processos frios que afastam candidatos.
Se até o Instagram, o TikTok e o Facebook perceberam que o público valoriza o lado humano, porque é que em Recursos Humanos insistimos em desumanizar?
A contradição das próprias empresas
Muitas empresas estão a regressar ao presencial para reforçar a ligação entre colaboradores. Ao mesmo tempo, querem automatizar a escolha das pessoas que irão integrar essas equipas.
De um lado, falam em proximidade e humanização; do outro, desumanizam o processo mais importante: o recrutamento.
Há uma expressão simples para isto: algo de errado não está certo.
Conclusão: IA sim, mas com humanidade
Estes cinco riscos mostram porque a inteligência artificial em recursos humanos não pode ser tratada como solução milagrosa. A tecnologia é inevitável e pode ser positiva, mas só fará sentido se for usada como apoio, e não como barreira.
Na riia RH acreditamos que o futuro do recrutamento precisa de tecnologia, mas sem nunca perder o lado humano. Porque cada candidato é mais do que um algoritmo e cada empresa merece mais do que uma triagem automática.
Se quiseres perceber como fazemos essa integração entre tecnologia e proximidade, visita a nossa página de serviços.
E se quiseres explorar perspetivas internacionais sobre este tema, recomendo este artigo da Harvard Business Review sobre o impacto da inteligência artificial nos processos de trabalho.