Tendência: O crescimento do “Recrutamento por Projetos” em Portugal
O mercado de recrutamento em Portugal está a mudar. Cada vez mais empresas recorrem ao “recrutamento por projetos” — contratações de curto prazo, com foco em objetivos muito específicos.
Porquê esta tendência?
- Flexibilidade: As empresas conseguem ajustar equipas sem compromissos a longo prazo.
- Rapidez: O processo de seleção é mais ágil e orientado a perfis prontos a contribuir imediatamente.
- Foco no resultado: As funções deixam de ser “de carreira” e passam a ser “de impacto”.
Exemplos práticos em Portugal:
- Startups tecnológicas a contratar perfis IT para projetos-piloto.
- Consultoras a reforçar equipas em projetos com cliente final.
- Setores como turismo e eventos a reforçar equipas para temporadas curtas.
Desafios associados:
- Retenção nula: O vínculo acaba com o projeto.
- Candidatos seletivos: Muitos preferem estabilidade.
- Exigência salarial superior: Perfis qualificados exigem compensação pelo risco e curta duração.
Para quem recruta, isto significa:
- Necessidade de processos seletivos rápidos e eficazes.
- Oferta clara de benefícios no curto prazo (ex: bónus, horários flexíveis).
- Avaliação rigorosa da motivação do candidato para este modelo de trabalho.
Para candidatos:
- Mais oportunidades de ganhar experiência variada.
- Potencial para negociar condições acima da média.
- Maior incerteza no percurso profissional.
Tendência global:
Esta prática está alinhada com o que se observa em mercados maduros como Reino Unido ou Países Baixos, onde freelancing e gig economy já fazem parte da estrutura habitual de trabalho.
Em Portugal, tudo indica que esta tendência vai consolidar-se:
- Aumento da procura por “project managers” freelancers.
- Mais empresas a recorrer a plataformas digitais para contratar a prazo.
- Redefinição de carreiras em ciclos curtos e com projetos diversos.
Pergunta para reflexão: Estás preparado para este tipo de recrutamento? Tens um perfil “pronto a começar amanhã”?